
“A Ferro e Fogo”
“Segurança sem liberdade é escravidão, e liberdade sem segurança é um completo caos.” — Zygmunt Bauman
Como seria se não houvesse o capitalismo, socialismo, comunismo, ou se fôssemos livres?
Hoje voto, acho ruim, porque sou obrigado a votar; quando não votava, queria essa ação e julgava ser meu direito…
Como seria se não houvesse opção? Ditadura, democracia, existe um sem o outro?
Se estou na ditadura, quero democracia, mas nunca conheci o sabor da liberdade, e ela não está em nenhuma das duas!
O que aconteceria se o sistema favorecesse a todos com sim, sempre, mas… o que leva o mesmo a estigmatizar a maioria com o não?
Como seria se não existissem as experiências, ou as demências, idealizando o melhor para o outro.
Se é bom ou ruim, é em relação a quê?
Quando vivemos o bom ou o ruim, seja em todo tempo ou regime, sonhos são extintos para dar vida aos sonhos dos doutores, dos sonhadores oficiais e daqueles não tão oficiais.
Em que circunstância identificaríamos o preto na ausência do que chamamos de branco, ou o contrário?
Como seria se o mundo todo professasse a mesma fé? Quando tivemos essa situação?
Quando existia apenas o pobre, ou o rico?
Quem sou eu, sem você?
Quem me disse que sou explorado ou exploro? De onde vem esta ideia?
O que diz meu íntimo? Quem sou sem tudo isso, ou o que sou nisso tudo?
Todos falam que um ou outro é ruim. O que há sem eles, ou o que há de bom neles?
Sou filho do outro, do meio, permeio os próximos, mas não sou original se não descobrir minhas raízes, minhas origens…
Por que me incomoda o que sempre existiu?
Quem sou eu…
O que seria de mim, de você, sem o Estado?
O que quero dele e o que estou disposto a doar para sua manutenção?
Uns acreditam que, quanto menos Estado, melhor a vida; para outros, sem ele, nada seria possível.
O que há por trás do desejo da extinção e da expansão.
O Estado pode prover riqueza literal para um, enquanto o outro sonha apenas com sua existência e proteção, mas ambos estão sob sua égide. Ele é uma instituição social; entretanto, o que há por trás dessa engenhosidade que não permite ser amado, querido por todos, em todos os momentos? Seria porque necessita ser alimentado, gerido por humanos, e, naturalmente, o humano é concorrente de outro? Sendo assim, o que fazer para que essa engrenagem alegre a todos por sua existência? Por onde começaríamos as mudanças… na máquina que não passa de um contrato social, ou em seus pensantes que não conseguem ver o todo, já que seus olhos não se desligam de seus umbigos?
Choro e digo: "É porque sou pobre…", mas, se fosse rico, faria como os ricos ou choraria com os pobres?
Como seria se fosse rico? Seria um rico pobre ou um pobre rico?
Como seria se não houvesse o Estado?
Leitores, por favor, o que temos mais para questionar?
Jailton Silva