Introspecções e seus desafios

Mesmo que as pessoas não nos reconheça, sigamos fazendo o nosso melhor, pois ninguém o fará igual.

Textos

Releitura do Texto “O Sistema” autor Jailton J. Silva em 09/2024

 

“O Sistema” 

 

Jailton Silva

Apresentação

Nesse momento, pretendemos discutir o valor de cada um, enquanto individuo, no sofrimento e também no sucesso de suas próprias vidas e de vidas alheias.

Vivemos momentos de falácias e mentiras, no momento reconhecidas em parte como Fake News, às quais, são pregadas em todos os meios de comunicação. Atitudes de pessoas simples, e também daquelas implicadas nas esferas da administração do país, que interferem efetivamente na vida dos brasileiros desde os primórdios de nossa história, tal qual, as políticas públicas que pensadas para eliminar necessidades, são aplicadas seguindo ideologias e criam novas dificuldades para a população.

O propósito desse artigo, não inclui apontar atualidades ou pessoas, tampouco levantar estatísticas, mas discutir situações que permeiam a vida de todos e que ditam regras na interação entre humanos, e entre humanos e às instituições.

 

Resumo

Fazemos parte de um sistema histórico educativo, montado para separar e dominar. Pessoa alguma é capaz de desenvolver inconscientemente sua própria forma de ver, e, enquanto se mantiver fechado para outras perspectivas, estará sempre reproduzindo o pensar do seu grupo social, que por melhor que seja a sua posição na pirâmide, ainda estará a serviço da reprodução de culturas, continuará aldeia, escravizado e limitado por um círculo vicioso, mas se achando livre e original.

 

Hoje, é possível identificarmos segregação por todos os motivos, e mais ainda, quando a causa do preconceito é gerada pela própria falta de políticas públicas eficazes, porém, discute-se com fervor apenas aquilo que só poderá ser vencido com mudanças individuais do cognitivo e suas estruturas.

 

O sistema são as ações e pensamentos postos em prática, mas impregnados de saberes e ideias alheias, tal qual, a forma pensada pelo sociólogo Émile Durkheim (1858-1917), quando afirmava que a sociedade é anterior ao indivíduo e que, o fato social é o agente que impõe regras a ele, doutrinando-o.

 

Introdução

A influência das políticas públicas, das ideologias e filosofias de vida, somados a costumes particulares e as culturas, veem causando vítimas, propondo soluções pontuais, aonde esperava-se abrangência e continuidade, entretanto, se isso favorecer a alguém, ainda que aquele não faça parte do público alvo, então, é pregada como eficaz, assim, se firma como a melhor solução.

 

Dito isso, pretendemos através do pensar de autores, como, Paulo Freire, Émile Durkheim, Max Weber, e outros buscados em plataformas como a scielo e páginas mais populares, criar um diálogo que nos esclareça até que ponto somos vítimas de situações encaradas como comuns, mas que, para algumas vidas, são mais notadas e incisivas, para o sucesso ou para o fracasso.

 

Salientaremos no decorrer desse artigo, situações corriqueiras, mas de significado e consequências relevantes na vida de todos, que envolvem educação, segregação racial, preconceitos, igualdade e outros. Abordaremos situações da história que nos mostrará o quanto evoluímos cientificamente e ideologicamente, mas também, buscaremos identificar de que forma estão sendo encaradas as diferenças humanas, e o quanto nos distanciamos das demandas, ou se apenas nos acostumamos com elas.

 

Incute-se todos os dias, de forma eloquente, que todos somos responsáveis por dificuldades enfrentadas na vida cotidiana, seja ela no âmbito financeiro, educacional ou de saúde, e também na questão da igualdade entre pessoas. Questões lidas a partir de pontos de vista, movidos por pensamentos gerados por culturas de classes sociais antagônicas, mas que têm eco entre os mais necessitados e maioria na população.

 

Desenvolvimento

O sistema é perverso, excludente e privilegia, mas todos estão sob a sua égide.

Compreendemos como sistema, algo complexo, às vezes, seu entendimento só se dá com auxílio técnico, mas nem sempre, já que, também pode apresentar-se como um costume, uma cultura, mas normalmente até seus decifradores usam frases como, é o sistema, denotando algo inexplicável.

 

É comum em nosso dia a dia, encontrarmos situações geradas diretamente pela forma de pensar ou agir de outras pessoas, às quais, não as entendemos no primeiro olhar. Por vezes, lutas são empreendidas entre estruturas filosóficas que atuam na sociedade, e desconhecendo sua origem, culpamos o último a praticar, como se o todo se encerrasse naquele indivíduo.

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Falamos de preconceitos raciais, estruturais e individuais, homofobia, violência entre os gêneros, mas elegemos um lado e achamos que é a verdade pura e única, sequer paramos para questionar, por que pensamos assim, de onde veio tal ideia, porém, nos achamos originais.

 

A formação humana é semelhante a uma polifonia, e a sociedade é sempre anterior a ela. Por isso, os humanos, naturalmente sem originalidade, reproduzem fazeres que não são seus, e os absorvem no processo educacional, forçados por seus limitados mundos. Entretanto, quando atentos ao processo e dispostos a romper barreiras, são capazes de mudar perspectivas, e as consequências disso, podem durar gerações, mas falta de vontade não define tudo.

 

O processo de evolução e socialização do humano criou regras para uma boa convivência, mas essa criação, certamente, a exemplo do hoje, não trouxe a assinatura de todos, mas o apoio daqueles que tinham algo a perder. Então são regras ditas para boa interação humana, todavia, sujeitas ao círculo de poder, e todos, dentro ou fora dele, estarão subordinados.

 

Há sempre uma cúpula decidindo o destino de milhões. Compram opiniões, impõem culturas, a exemplo do chamado pão e circo romano na antiguidade, pelo qual, prendia-se a atenção popular com a barbárie no coliseu, também a caçada às mulheres aclamadas bruxas da idade média, a qual, qualquer um pudesse ser vítima, mas era tida como evento público, despertador de delatores apaixonados pela causa.

 

Não podemos deixar de fora o costume trazido, até próximo dos nossos dias, o qual, concordava com a escravização de pessoas pretas, porquanto, sem querer assentir a tal forma de tratamento humano, lembramos que sempre houve aqui e ali a presença de pessoas escravizadas, outrossim, ainda não existia a tal revolução industrial e, posteriormente, a famigerada globalização, formas diferentes de escravizar, e essas não usam correntes.

 

As épocas ditam normas, reproduzem pensamentos e promovem agressões, agressores e agredidos, e não necessariamente nessa ordem, mas poucos são conscientes de seus atos, porém, se interpelados pela ação, ainda a justifica conforme o passado, mas sempre em harmonia com a ideia do poder vigente.

 

Entre tantos fatores de desigualdades, elege-se a aparência física, sinônimo de diferenças que podem ser provocadas pela própria geografia, mas também por longa jornada de miséria, imposta aos corpos, assim como acontece na natureza, uma adaptação forçada. Dito isto, temos o exemplo do povo do norte e nordeste brasileiro, o qual, ainda traz características físicas como marcas da inexistente distribuição de renda que prevalecia, até um passado próximo.

 

Desconhecemos o motivo pelo qual alguém pode desvalorizar, ou não, uma pessoa, tendo por motivo sua cor ou raça. Aqui faremos um adendo, visto que, alguns são discriminados pela raça, outros pela cor, mas o que justifica a discriminação entre brasileiros e/ou brancos e pretos, ou até, entres os da mesma etnia? Parece não haver motivação.

 

Hoje, é possível identificarmos segregação por todos os motivos, e mais ainda, quando a causa do preconceito é gerada pela própria falta de políticas públicas eficazes, porém, discute-se com fervor apenas aquilo que só poderá ser vencido com mudanças individuais do cognitivo e suas estruturas. A exemplo disso, podemos observar a quantidade de leis que visam doutrinar a questão do racismo e outras…, e que, parecem funcionar mais como um elemento provocador, desagregando e alimentando o antagonismo.

 

Somos discriminados por morar em bairro periférico, também por não ter moradia, por ser considerado alto ou ter baixa estatura, por ser desse ou daquele estado brasileiro, e para isso não há lei específica. Mas tudo isso é novo e não temos tempo para mais essa faceta, já que a discriminação por aparência toma todos os espaços.

 

Não há discriminação por ser africano, mas por ser preto, pois raça tem a ver com genética, não a identificamos a olhos nus. Diante disso, aprendemos, enquanto sociedade, que preto é sinônimo de vagabundagem, de perigo, e mais alguns adjetivos, e isso serve para todos de tonalidade de pele escura, mesmo um mestiço que não tenha nada a ver com os ditos negros.

 

O sistema impede que nos atentemos à origem e a quem favoreceu essa imagem, inclusive a falsa ideia de que o sistema apoia a luta dessa categoria. Isso também serve para a maneira como tratamos os homoafetivos, em geral, desconhecemos o que os diferencia dos héteros, e esse desconhecimento dá espaço para uma ideia excludente e hegemônica, elevando-os à categoria de anormais, para uns, e doentes por outros. Mas o sistema de segregação vai além, e incluem outras tantas situações que deveriam ser encaradas apenas como diferenças.

 

Já que citamos os negros e homoafetivos, podemos também ver como o sistema reinante na Europa, influenciou o olhar dos representantes do rei, da igreja e a toda a tripulação que ocupava os barcos do invasor, Pedro Álvares Cabral, ao se depararem com os nativos, sua sociedade e suas culturas, incluindo o fato de viverem nus.

 

Facilmente entendemos o espanto, pois, sequer tinham predileção por banho, e logo, movidos por sua cultura, condenaram e taxaram o diferente, achando-se capazes de salvá-los. Estavam a serviço do rei, mas será que alguém dentre eles tinha noção do que realmente estavam fazendo?

 

Esse vocábulo, cito, o tal sistema, personifica o que não vemos, todavia, pode ser expresso em uma ação, numa fala, seja ela despretensiosa ou ativa, e até de forma subliminar, porém, montado por meios eficazes e básicos à constituição da sociedade. O referido termo, enquanto atuante e manipulador, certamente não pode ser visto, mas sentido e pensado, tal qual a mão invisível de Adam Smith, ou as forças ocultas que levaram o presidente Getúlio Vargas ao suicídio.

 

O Presidente, popularmente conhecido como Vargas, marcou a história brasileira, com dois mandatos como presidente da República, foi em seu governo que se criou a CLT- Consolidação das leis do trabalho, também começou a discussão sobre aposentadorias, entretanto, foi em sua passagem que o governo federal tornou-se tutor das caixas de pensão, que, com a continuação, incluindo mais categorias, o que era de início uma ideia privada e voluntária, torna-se algo institucionalizado, mas com o tempo, às chances do contribuinte usufruir do seu direito tornou-se incerto. Juliana de Oliveira, dialoga com essa questão no texto: Evolução histórica da Previdência Social: o sistema previdenciário é estável? “debate acerca do surgimento da seguridade social no Brasil, Ibrahim (2015, p. 54), menciona que a proteção social seguiu a mesma lógica do plano internacional, origem privada e voluntária, com a formação dos primeiros planos mutualistas e a intervenção do Estado cada vez maior.” Revista Brasileira de História do Direito | e-ISSN: 2526-009X | Salvador | v. 4 | n. 1 | p. 64 – 86 | Jan/Jun. 2018

 

Com a mudança e a gestão do governo, abriu-se a suposta possibilidade de aposentadoria para todos, entretanto, hoje, já conhecemos pessoas que trabalham toda a vida para aposentar, quando se aposentam, porém os valores notados em seus holerites não correspondem com a própria lei do salário mínimo, em contra partida, vê-se pessoas que com menos de uma década de laboro, galgam salários considerados extraordinários. Qual a explicação para isso, senão a resposta, “é o sistema”.

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1769262.pngO presidente Getúlio (1882-1954), disse em sua carta, conforme página online da Assembleia Legislativa de São Paulo:

“[...] A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas, através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobras foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. [...]”. Getúlio Dornelles Vargas. https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=264453 (acesso 20/07/2024)

 

O economista Smith, acreditava em um crescimento positivo que poderia guiar a economia de forma equilibrada e humanitária, por si só, sem a interferência governamental. Utopias a parte, a sociedade já experimentou ambas as posições, todavia, testemunhamos sempre a coerção como elemento prevalente, entretanto, mantêm-se o discurso de liberdade.

 

Essa tal de mão invisível, baseia-se em controvérsias indicadas pelo próprio Smith, ora citada no artigo “Uma formalização da mão invisível” de Eleutério PRADO. Texto voltado para estudos econômicos, mas que dialóga e contribui com o entendimento sobre o sistema.

"(...) já que cada indivíduo procura, na medida do possível, empregar o seu capital em fomentar a atividade (...) e dirigir de tal maneira essa atividade que seu produto tenha o máximo valor possível, cada indivíduo necessariamente se esforça por aumentar ao máximo possível a renda anual da sociedade. Geralmente, na realidade, ele não tenciona promover o interesse público nem sabe até que ponto o está promovendo (...) (Smith, 1983, p. 379). https://doi.org/10.1590/S0101-41612006000100002

 

Mesmo em uma organização social onde prevaleça a anomia, ainda assim, sempre haverá o antagonismo entre os privilegiados e aqueles apontados como provocadores da situação. Existe um perceptível ordenamento hierárquico mantido por “forças ocultas” em todas as instâncias.

 

O maior defensor dos oprimidos, Jesus Cristo, em seus ensinamentos não se baseava em questões puramente espirituais, também analisava a organização das sociedades, às quais, concediam bônus para uns, e ônus para a maioria, dizia ele que os líderes religiosos daquela época, atavam fardos pesados para os ombros dos homens, mas nem com um dedo ousavam movê-los. (Matheus 23: 4-5).

 

As regras vigentes do tempo de Cristo, assim como na contemporaneidade, eram aceitas e repassadas de pai para filho, sem questionamentos, e aquele que falou contra, foi taxado de contraventor, entretanto, seu nome, não os seus ensinamentos, é fervorosamente usado, a cada tempo com mais vigor, também para segregar.

 

As normas na antiguidade e no presente, fazem parte da tentativa de melhor relacionamento entre humanos, criaram códigos de conduta, os quais, são aplicados consciente ou inconsciente, mas claramente alimentado e alimentando o sistema.

 

A reprodução dos costumes é uma questão relevante, ela cria regras não escritas e suas consequências se eternizam, ganham autoridade entre às classes populares, principalmente quando não são essas classes a fonte da origem. Os subalternos, embora em maioria, só verão seus costumes reproduzidos por outros patamares, quando a prática for caracterizada por um efeito bumerangue.

 

O negro foi escravizado mundo afora, mas sofrer ou praticar é inaceitável aos olhos contemporâneos, entretanto, conforme suas próprias histórias, sua sociedade também aceitava entre eles, reis e rainhas, então, também existiram ou existe, lá, em seus países de origem, um sistema segregante, permitindo a alguns e proibindo a outros. O sistema de dominação entre os humanos não reconhece fronteiras.

 

Não nos referimos neste momento à aquisição de direitos, mas da hierarquia da opressão, do desrespeito pelo outro, das coisas que não conseguimos apenas escrevendo em um pedaço de papel, mas que precisam ser introduzidas em todas as discussões, no trabalho, nas rodas de familiares, e principalmente, no antro de maior reprodução de desigualdades, a escola.

 

A escola é o ambiente promotor do encontro de costumes e fazeres, e da preparação de crianças, adolescentes e jovens para o mundo, entretanto, o choque entre as classes e o inicio da manutenção do status quo social também é encontrada nesse recinto.

 

Conforme o site do Instituto Claro, no texto: “Pensadores na Educação: Pierre Bourdieu (1930-2002) e a reprodução das desigualdades na escola”, afirma “que o filósofo francês Pierre Bourdieu, trouxe contribuições para entender processos educativos, em especial, como as práticas escolares acabam por reproduzir as desigualdades sociais ao não valorizarem os hábitos e conhecimentos dos estudantes mais pobres. https://www.institutoclaro.org.br/

 

A paz é construída ou declarada pelos mesmos que deflagram as guerras, porém, durante o conflito, quem padece desconhece os motivos da luta.

 

Na história humana, sempre houve grandes pensadores, mas também opositores a eles, e esses últimos, isentando-se de responsabilidades, ficam em silêncio, até que alguém ouse publicar uma ideia. Como dizem, são mestres de obra pronta, ficam à espreita e com eloquência e fervor, brilham e gozam ao demonstrar falhas, e sobre elas, expõem suas visões, esquecendo-se da base utilizada, como se sobre aquela prevalecesse a ausência de valor, e assim, em todas as escalas sociais, facilmente se percebe a perpetuação das divergências, negativamente, já que as pessoas dificilmente explicam porque são contra ou a favor, enquanto, o natural esperado, é que haja entre pensantes, incongruências, mas também a valorização das formas de expressão.

 

Os motivos das ditas guerras armadas, são sempre por coisas palpáveis, entretanto, o que torna a vida dos indivíduos insalubre e atraente às patologias são os acontecimentos do dia-a-dia, mas nem sempre são perceptíveis a olhos nus.

 

Às leis não protegem contra estigmas e, se sugeridas em momentos de busca por notoriedade, podem provocar um rompimento entre o processo e o objetivo, sendo assim, cria campos antagônicos e insatisfação geral, mas, o que seria de todos sem elas.

 

Para manter-se, essa entidade invisível, o tal sistema, sugere discrepâncias, espécies de lacunas, códigos implícitos, que se transformam paulatinamente, geração após geração, em cultura e aculturação, como se fosse algo para provocar, permitindo que um pequeno número se rebele, como que por ação divina, e se torne mártir, e uma vez morto, alimente o sonho da liberdade igualitária, perfeitamente pensada em seu cognitivo, mas inviável quando externada.

 

Suscitados e alimentados pelas ideias dos mártires, surgem os grandes pensadores, em todas as categorias sociais e em todos os tempos, porém, ávidos por serem vistos, notados por suas ideias, galgam títulos, tapinhas nas costas, bustos, seus nomes denominam ruas, mas nada mudou, apenas o já esperado pelo próprio “sistema”, mantendo a todos dentro de parâmetros, mas intencionalmente, incentivando sonhos além-mar, ou fora do seu próprio potencial, ora encurtado propositadamente pela situação. Despontam líderes políticos que chegam a abalar as estruturas sociais, mas suas forças foram geradas na necessidade, e essa, os tornam vencedores deficientes, imaginados anteriormente pelo dominador.

 

O aleijado, crente em sua força, põe-se a trabalhar sem perceber, ou já percebendo, pela manutenção das coisas como estão, às vezes, se reconhece imediatamente como criador de regras, julgando-se melhor que os outros, nunca influenciável, torna-se peça no jogo, mas não vê que faz apenas o permitido. É um peão, pronto para o sacrifício, pois o outro lado do tabuleiro é para peças hierarquicamente maiores.

 

Podemos usar a educação pública como forma de exemplificar nossa discussão, pois a totalidade do ensino básico é para todos, mas nem todos passarão por ele. E, semelhante a um “x”, vemos os pobres no ensino básico público, e os ricos no ensino básico privado, invertendo essa situação no ensino superior, onde o rico vai à faculdade pública e o pobre precisa de novos mecanismos governamentais, ou terá que pagar faculdades privadas. Porém, o processo é aberto a todos. Isso é o que chamamos de sistema, legalizado, punitivo e desleal. “Sentimos que, mesmo após serem respondidas todas as questões científicas possíveis, os problemas da vida permanecem completamente intactos” Ludwig Joseph Johann Wittgenstein (https://www.pensador.com/autor/ludwig_wittgenstein/)

 

Os vencidos pela vida são recriminados, pois são acusados de serem, eles próprios, culpados de seu atual estado, e o são, devido a só se interessarem por coisas que estão dentro dos seus pequenos mundos. Mas, são educados a isso, incentivados a lutarem apenas pelas migalhas disponibilizadas pela situação, todavia, isso nunca foi novidade.

 

O saudoso professor Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da autonomia, pág. 80, diz: “(...) É importante ter sempre claro que faz parte do poder ideológico dominante a inculcação nos dominados da responsabilidade por sua situação. (...)”.

 

A ausência dos interessados nas discussões facilita a decisão à revelia, mesmo que ela tenha ocorrido por força da força situacional, então entendemos por que a desinformação é tão relevante para a manutenção do sistema. Porquanto, fica clara a relevância de disseminação de notícias falsas ou incompletas pelos donos do poder, tanto da situação, como da oposição, são as denominadas fake news.

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1769263.pngEsse termo em voga está destruindo confianças, afastando pessoas e causando guerras físicas e também ideológicas, pois ele denomina a onda de disseminação de notícias falsas, e está a serviço do sistema, foi criado pelos poderosos e amplificado pela massa.

Luis Gustavo de Azevedo é jornalista formado pela PUC-RS e líder MLG – Master em Liderança e Gestão Pública. Escreve em artigo da página CLP- Centro de Liderança Pública, no texto Fake News: Uma Verdade inquietante, no item, “O poder da mentira,” disserta assim:

“Estudos de universidades Oxford (Reino Unido) e a MIT (EUA) já comprovaram que os usuários se engajam, promovem e viralizam mais fake news do que temas reais. E o pior, boa parte das pessoas sabe que são falsas, mesmo assim, compartilham. As notícias falsificadas ou deslocadas estão cada vez mais sofisticadas, revestidas de um “rosto” amigável e bem produzidas, tendo como base conteúdos explosivos e polêmicos. Se utilizam das disputas ideológicas e as assimetrias culturais, sociais e econômicas para se propagar. A pós-verdade impera. Transformam a opinião em verdade. E se discordar, invoca-se a liberdade de expressão.” Luiz Carlos de Azevedo – CLP Centro de Liderança Pública -- https://clp.org.br/fake-news-o-caminho-da-educacao-na- desinformação/?

 

Quem quebra o círculo vicioso e consegue penetrar no mundo da manipulação e doutrinador, vai se deparar com um universo com regras próprias e um pensar longe do inclusivo, mas voltado à manutenção do poder. Induzido, agora se propõe a levantar questões relevantes para a vida como racismo, igualdade de gênero, homo afetividade, violência familiar e outros, entra na luta por encontrar culpados, ignorando as origens desses males, aspira por prisões, e novamente, é incluído em um novo círculo vicioso, promovendo mais um meio de desvio de verbas, muitos gastos na promoção de cursos, títulos e prêmios, todos voltados a identificar o mal na sua prática secundária, sem levar em consideração que um violento, antes foi violentado, e acima de tudo, são as ações de governo as maiores violentadoras.

 

Dizemos que somos frutos do meio, mas para atuar, autuamos o último, e ignoramos o meio. Por vezes, questiona-se até a culpa do violentado. Sem receios, usamos aqui a terceira pessoa do plural, visto que, disso, somos todos vítimas, preenchidos que estamos com o pensar do sistema, buscamos culpados, sem nos ver peças moldadas e moldantes a serviço da opressão.

 

O poder forja vitórias com aprovação de leis, quando só um grupo concorda com elas, mas o sistema tem pressa e já propõe novas discussões, e assim, viagens intermináveis são empreendidas, buscando tudo, mas propositadamente encontram obscuridade, à sombra de leis ineficazes.

 

Vive-se o encontro e convívio de algumas gerações, todas com as marcas da vontade do sistema, o qual, continua sendo aquele que justifica e pune, tudo conforme sua vontade, mas exime-se da culpa, cria entre elas opressores e oprimidos. A exemplo da contemporânea, socióloga e vereadora Marielle Franco (1979 - 2018), a qual o sistema deu asas, mas também a silenciou, quando atingiu o limite permitido. Entretanto, ela não foi a única. https://pt.wikipedia.org/wiki/Marielle_Franco#/media/Ficheiro:Marielle_Franco.jpg

 

Alguém criou uma frase, hoje em domínio popular, que diz: “Quando encontramos as respostas, mudam as perguntas”. E como cão, ficamos nós, correndo atrás do próprio rabo.

 

A contradição é tamanha, tanto que as pessoas isentas de necessidades, por ideologia, são vistas como uma espécie de extraterrestres, e aos insatisfeitos chamam de cidadãos, seus atos cidadania, e com isso gera expectativa, ansiedade e todos os males oriundos desse estado.

 

A prática do combate a situação é fingidamente taxada de subversiva, mas para sua manutenção, alimentam um fato antigo que já não faz sentido, a tal direita e esquerda. Hoje, direitistas e esquerdistas podem estar vivendo em situações abastadas, ou não, e fazendo parte do mesmo sistema, mas ideologicamente separados e inimigos pela educação, e só às vezes, por poder econômico. Usam as necessidades da massa para se perpetuarem no poder, mas, ao povo, sujeito que os leva a tal ponto, oferecem apenas atenuantes.

 

Fazemos parte de um sistema histórico educativo, montado para separar e dominar. Pessoa alguma é capaz de desenvolver inconscientemente sua própria forma de ver, e, enquanto não se abrir para outras perspectivas, estará sempre reproduzindo o pensar do seu grupo social, que por melhor que seja a sua posição na pirâmide, ainda estará a serviço da reprodução de costumes, mantendo ideologias, antes movidas por sentimentos, hoje, estratégias de poder. Sempre antagonizando, mas, com olhar encurtado pelo querer da dominação. Incapaz de ver todo o cenário, se deixa conduzir atropelando a tudo, sem respeitar o outro, que também é vítima da mesma força que o subjuga. Passa despercebido que a diferença está apenas na educação absorvida, situação ou oposição, mas, seja qual for a condição, continuam subalternos da proposição capaz de incutir ideias, e criar situações onde o melhor é esperar que a vida corra, e que seu final não se demore.

 

Vivemos e criamos sistemas escravizadores a todo momento, sempre sob a pseudo certeza de que somos libertos, salvos, politizados e inteligentes, sem falar na existência em nossas crenças em um DEUS, também pessoal, que julgamos abençoar nossas verdades.

 

O sistema são as ações e pensamentos postos em prática, mas impregnados de saberes e ideias alheias, tal qual, a forma pensada pelo sociólogo Émile Durkheim (1858-1917), quando afirmava que a sociedade é anterior ao indivíduo e que, o fato social é o agente que impõe regras a ele, doutrinando-o.

 

A ideia de organização anterior à sociedade, está implícita no livro DURKHEIN, vida e obra, da coleção “os Pensadores” edição 1983, do editor Victor Civita, momento no qual o Sociólogo discute “Normalidade e Patologia sociais”, pág. IX. A professora de História, Juliana Bezerra, corrobora com essa discussão na página da internet “Todamateria.com.br aonde expõe: “Para Durkheim, o fato social é o conjunto de regras e tradições que estão no centro de uma sociedade. Assim, o fato social obriga o ser humano a se adaptar às regras sociais.” Mas também evoluímos e regredimos, conforme a ação social apresentada por Max Weber (1864-1920), na qual podemos ser agentes, formandos e formadores, simultaneamente, segundo nossas atitudes.

 

Nessa mesma linha de pensamento, a professora Natália Cruz, formada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pós-graduada em História da Arte pelo Claretiano e em História e Cultura afro-brasileira, no texto “Max Weber- Quem foi e a sociologia compreensiva”, nos ajuda nesse diálogo: “As ações sociais são feitas, portanto, comum objetivo, com uma finalidade. Em resumo, a ação social é tudo aquilo que os indivíduos fazem, toda a ação racional ou irracional que possui uma finalidade.” https://querobolsa.com.br/enem/sociologia/max-weber

 

Não estamos isentos de culpa, todos somos reprodutores (as) de sofrimentos, pois vivemos fielmente o dito popular que diz, “em tempo de farinha pouca, meu pirão primeiro”. A moral do sistema será a correta, sempre que o “contraventor” for o outro, então vêm à baila afirmações que culpabilizam o desempregado pelo desemprego, o homem em geral pela violência, o jovem pelo desinteresse na escola, o servidor público por ações desnecessárias…

 

O sistema é perfeito, distante da perfeição estão as nossas ideias, já que, desde quando nascemos, aprendemos a conviver com o não, e a aceitar às opiniões anteriormente manipuladas, mas a nós pregadas como verdades imutáveis. Porém, no decorrer da vida nos incutem a ideia de que o nosso umbigo é o centro do mundo, então o outro será sempre nosso adversário. Nisso há punição e acalento, paralelos e a serviço da dominação.

 

Essa força mantenedora das desigualdades nos mostra necessidades, ainda não percebidas por nós mesmos, e nos aponta na direção dos que tem mais, nos dá ferramentas para guerrear, mas contra o nosso próximo, porquanto, facilita embate entre professores e alunos, entre pais e professores, filhos e pais e entre correligionários, e pronto, está instalado o caos, ambiente para a imposição de leis e escolhas de culpados, entretanto, totalmente manipulados. Tornaram-se fomentadores e juízes. Como isso aconteceu, ninguém viu ou sabe, foi a mão do sistema.

 

Como podemos imaginar uma sociedade de empregados, se é o desemprego que mantém o equilíbrio no mundo capitalista, entretanto, os governos para se protegerem, passam a ideia de que sobram empregos e a população não está qualificada. Nessa situação podemos fazer um paralelo comparativo com a abolição da escravatura, em 1888, época em que, mesmo com negros, agora livres para irem trabalhar onde quisessem, os produtores rurais, ainda assim, preferiram incentivar a mão de obra estrangeira. O problema estava/está na mão de obra disponível, ou na cultura da opressão representada pelo sentimento de perda?

 

Vale ressaltar que, em pouco tempo, segundo Jefferson Evandro Machado Ramos, Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994), no início do século XX, aqueles mesmos estrangeiros que, involuntariamente, serviram à segregação racial, já estavam reclamando de péssimas condições de trabalho e ausência de moradias. https://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/imigracao_italiana.htm

 

Todos sabem que a luta é pelo controle, mas no processo, a balança tende a ser favorável aos abastados, todavia, se o momento for de perdas, então, clama-se pela lei, que em sua eterna sabedoria, indicará que somos todos iguais, e acertadamente, o ônus será dividido, justificando que a fase é ruim, e as perdas é para se adequar ao momento, e se nada temos, ou, onde vai parar essa premissa, quando a época é de abundância? Como é distribuído o bônus?

 

Sabemos que nessa corrida o pódio não tem lugar para todos, então, cria-se dificuldades para quem já tem mobilidade reduzida. Impõem igualdade, quando a equidade deveria ser a palavra-chave, do mesmo modo, em nome de direitos, estigmatiza-se, e em uma falsa distribuição igualitária, se mantém a estrutura. E assim vive o famigerado sistema.

 

Reconhecer diferenças, entender que ninguém é culpado, mas reprodutor. Reconhecer os momentos em que todos podem ser vítimas, mas também opressores, defendendo ou impondo seus valores, e acima de tudo, compreender o quanto somos manipulados, nos dará a possibilidade de sermos uteis ao mundo, colaborando com o bom relacionamento e vivendo melhor. Entretanto, precisamos estar atentos a questões que se apresentam a nós como que favoráveis, já que o sistema costuma pregar peças e no final, virar o jogo a seu favor.

 

A exemplo da competência do sistema em dominar, temos a demanda referente ao menor no trabalho, a qual, obedece à determinação da lei 14.479/07, art.60 do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente- “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz”.

 

O governo brasileiro, no advento da revolução industrial, incentivou a entrada integral de famílias no mundo do trabalho, envolvendo pais e filhos, para depois, criar leis que as penaliza, caso permita ou incentive o trabalho infantil, então, criam o programa menor aprendiz, onde o menor trabalhará meio período, mas, não terá salário, e sim ajuda de custo. Criou-se uma situação, uma dependência, e depois apresentam culpados e salvadores da pátria.

 

Diante da justificativa de que é direito da criança brincar e estudar, por qual motivo a sociedade abre a exceção? Se um menor estuda pela manhã e trabalha a tarde, ou o contrário, mesmo sob contrato em regime especial, em que momento ele vai fazer as lições e pesquisas necessárias para seus bons resultados em sua vida educacional? Ou, se prezam tanto pelo bom desenvolvimento social, físico e emocional dos jovens, coisa indubitavelmente importante, por que o projeto menor aprendiz é visto como avanço?

 

Conforme página do Ministério do trabalho, Gov.br:

(Brasil atinge marca histórica de 602.671 jovens aprendizes contratados em março de 2024 — Ministério do Trabalho e Emprego (acesso 31/07/2024) no ano de 2024, o Brasil alcançou o número de 602.671 jovens no programa Jovem Aprendiz, contra a elegante taxa de matriculados no ensino médio em 2023, segundo Censo Escolar 2023, publicado pelo canal futura “Na última quinta-feira (22/02), o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os resultados da primeira etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2023. Os dados da pesquisa apresentam informações sobre escolas, professores, gestores e estudantes da educação básica do país. (...) Em 2023, 7,7 milhões de matrículas foram feitas no ensino médio (84,8% delas no turno diurno, 15,2% no noturno), que correspondeu a uma queda de 2,4%, em relação ao ano anterior. https://futura.frm.org.br/conteudo/

 

O programa está aí, mas é de domínio público que não basta ser aluno matriculado nos anos finais da educação básica gratuita para ter o direito ao benefício do programa, há um processo seletivo. Então, pode-se notar a mão invisível selecionando, segregando.

 

É de conhecimento popular a importância de os pais acompanharem a vida escolar de seus filhos, mas suas reuniões são sempre em dias úteis e em horário comercial, então supostamente, os pais teriam respaldo na lei e seus patrões seriam obrigados a aceitarem declarações emitidas pelas escolas, mas qual lei foi criada para tal finalidade? Diante disso, é ou não interessante a interação escola/responsáveis?

 

Em 07/05/2019, a deputada Aurelina Medeiros (Pode), apresentou na Assembleia Legislativa de Roraima, um projeto de lei que doutrinava a questão do apoio aos pais que participam das reuniões escolares de seus filhos.

“A proposta permite que os pais e os responsáveis legais por crianças e adolescentes possam comparecer nos dias das reuniões escolares, e ter a ausência abonada no trabalho, sem prejuízo financeiro. Isso engloba os estudantes matriculados nas escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio, da rede pública e privada.” https://al.rr.leg.br/2019/05/07/pais-poderao-faltar-ao-trabalho-para-participar-de-reunioes-escolares/

 

Essa publicação é de 2019, ou seja, 31 anos após a promulgação da constituição do país.

 

O sistema dá com uma mão e tira com a outra. Ele apresenta modelos de vida boa, mas distante do alcance da maioria dos indivíduos. Ele não promete, ele diz que é seu, você não o toma se não quiser, porém, mina todos os caminhos com detalhes tão imperceptíveis, e eficazes, como a corrida dos espermatozoides para fecundar o óvulo, são milhões, mas apenas um vai ser vitorioso. A diferença é que no exemplo dado, todos chegam, e só um entra, enquanto, com os humanos o próprio sistema já aposta na desistência da maioria.

 

Não podemos nos deixar levar pela falsa concepção de que somos rivais uns dos outros. Não, há algo maior nos fazendo ver o mundo assim. Precisamos ver as cordas invisíveis dos costumes a muito implantados e que, em um processo de aculturação, nos fez e faz ser como quiserem, e para romper com tudo isso, se faz necessário uma reação no psiquê, todavia, igualmente, ainda precisaremos impor um discurso, aculturar o amor pelo próximo, renovar a moda de amar os outros. Então, em nome de uma liberdade, manipularemos, seremos manipulados e….

 

Caro leitor, agora é com você, continue a discussão, o mundo aguarda novas formas de ver e viver entre aqueles da mesma espécie, “os humanos”.

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Referencias

Silva. Jailton J., - Releitura do Texto “O Sistema”https://Jailtonsilva.recantodasletras.com.br

(https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Maio/brasil-atinge-marca-historica-de-602-671-jovens-aprendizes-contratados-em-marco-de-2024#:~:text=Brasil%20atinge%20marca%20hist%C3%B3rica%20de%20602.671%20jovens%20aprendizes%20contratados%20em%20mar%C3%A7o%20de%202024,-Resultado%20faz%20parte (acesso 31/07/2024)

Imigração Italiana no Brasil: resumo histórico e causas - Sua Pesquisa acesso 23/08/25

AZEVEDO, Luis Gustavo de – Fake News : Uma verdade inquietante- https://clp.org.br/fake-news-o-caminho-da-educacao-na- desinformação/?utm_source=Google_Grants&utm_medium=cpc&utm_campaign=Grupo_Fake_News&gad_source=1&gad_campaignid=12577541652&gbraid=0AAAAADfvCT4zo4YCKduKROWd- NawcB (acesso em 24/08/25)

BEZERRA, Juliana - “O Fato Social” - https://www.todamateria.com.br/o-que-e-fato-social/ (acesso 23/08/25)

CRUZ, Natalia - Max Weber: Quem foi e a sociedade compreensiva - https://querobolsa.com.br/enem/sociologia/max-weber (acesso 23/08/25)

https://futura.frm.org.br/conteudo/educacao-basica/noticia/censo-escolar-2023-como-esta-educacao-basica-do-brasil (acesso 22/08/2025)

ECA- estatuto da criança e do adolescente - lei 14.479/07

FREIRE, Paulo - Pedagogia da autonomia, pág. 80, Edição 2011- Editora Paz e Terra

GIANNOTTI, J.A - Émile Durkheim, Vida e obra. Coleção “os Pensadores” 2ª Edição 1983

Instituto Claro- https://www.institutoclaro.org.br/educacao/nossas-novidades/videos/pensadores-na-educacao-pierre-bourdieu-e-a-reproducao-das-desigualdades-na-escola/ (acesso 24/08/25)

PRADO, Eleutério F. S. Uma formalização da mão invisível. Estudos Econômicos (São Paulo), v. 36, n. 1, p. 47–65, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ee/a/pPVFMX6zRzbvGnRYqT35bYg/?format=html&lang=pt (acesso 23/08/25)

OLIVEIRA, Juliana de - EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA PREVIDENCIA SOCIAL: o sistema previdenciário brasileiro é estável? - Revista Brasileira de História do Direito | e-ISSN: 25 (acesso 23/08/25)

https://al.rr.leg.br/2019/05/07/pais-poderao-faltar-ao-trabalho-para-participar-de-reunioes-

escolares/26-009X | Salvador | v. 4 | n. 1 | p. 64 – 86 | Jan/jun. 2018 (acesso 23/08/25)

 

Jailton Ofamilajo
Enviado por Jailton Ofamilajo em 17/09/2025
Alterado em 17/09/2025


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